O frio chegô

O frio chegô e já veio trazendo vento de nostalgia, lareira acesa e corpos colados em agonia- jeito bom de fornecer calor. Pretextos para estar apenas juntos, entrelaçados sem nós. A sós! Tempo de flutuar em nevoeiros e inventar paixões. Cachecóis e gorros, meias grossas, andar coberto de ilusões. Esperar suspirando pelas flores na janela e despertar com elas embebida de sol, em sonhos. Tempo de girassol voltado para o lado de fora em busca da luz que reluz indecentemente no frio antes de amadurecer para depois se esconder e então, somente então, poder crescer… Inocente vontade de permanecer dentro dele- o frio, embaixo das cobertas, lambuzar de chocolate, comer pipoca e esquecer a dieta, enfim: poder viver. Luzes apagadas, o som baixinho tocando um tipo de amor, qualquer amor, desde que amor. O teto recheado de estrelas em sintonia, lá fora o silêncio em estremecimento. O frio chegô de pés gelados, aquecendo coração com coração ao som daquela canção que turuturu bem lá dentro. Tempo de puro derretimento, bebida quente, caldas e caldos, café com bolo e sopas de letrinhas grudadas bailando, conjugando versos e verbos de amô. O frio chegô! Trem bom o fri.!

Um pouco de poesia pra acalentar o coração ciente que lá fora, ou mesmo dentro, tanta gente passa frio…

 

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