Quando o amor faz as malas

Era bem mais querer ficar do que ir, mas precisou partir. Desprender-se de ilusões criada por corações partidos. Vã tentativa de colar peças como se fossem vasos quebrados. Trincas, peças soltas, perdidas, aos cacos. Flores murchas, mortas. Era bem mais querer relutar em inventar uma nova forma de amar, mais leve, menos intensa. Vã tentativa de equacionar sensações espontâneas, quase passionais. A tempo: paixão. Em vão. Perde-se tentando inventar novas formas de amar. Amar é amar. Com pelo e pele. É sentir a garganta em nó, alimento. Amar é amar. E quando se deixa sobra o vazio dos dias alegres, das gargalhadas no fim de um dia ruim consertando tudo. Até vasos rachados. Quando o amor faz as malas não volta. Pega um trem qualquer e some.

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