Amorfa, simplesmente

Sinto-me intacta por uma espécie de amorfidade. Resignada sobre a minha imperfeição. Ao meu estado inacabado. Já me senti do tamanho destes adjetivos, muito embora hoje, olhando-me no espelho, eles pareçam ter se consumido ao pó. De tanto tatear minhas inexatidões acabei por me aproximar do perfeito e simétrico ser em mim. Não que o perfeito seja belo, ou uma incrível obra de arte. Sou agora, neste exato instante, apenas livre de projeções ou expectativas. Como o roxo que é quase azul só que um pouco mais forte, mais vivo e intenso. Neste caso estou mais para lilás. Aliás… Também não vibro toda a intensidade do mar, nem dos ventos. Sou mais tatu, caramujo, bicho do mato, qualquer rato de esgoto e é introspecção esse estado absoluto que me protege. Deus me rege! Meu colo mãe, maternal. Quase um ventre de onde nunca quis ter saído. Meu melhor tbt. Porque me pariu minha mãe? Para quê? Nem sempre estive cinza, um quase marrom desbotado, às vezes me senti vermelho vivo. Queria agora. O gosto do morango escorrendo entre os dentes. Os ombros antes doídos deram lugar a asas. Não é que sou anjo, e se tentar ver não conseguirá. Se olhar bem… quem sabe? Amorfa. Somente amorfa. Espero notícias boas de meu Pai. Isso tem me consumido e o consumado entregue à Deus ou a Aladim. Se ele aparecesse agora! Ah! Seria incrível. ô se seria!

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