Um casinha derramada no meio da madrugada

uma casinha assobradada

derramada no meio da madrugada

noite estrelada

portas abertas

espera ansiosa a entrada das eras

primaveras gentis cobriam as varandas de flores

vestida de cores

verde, azul, amarelo

tudo nela era belo

uma casinha derramada no meio do nada

cheiro de caramelo suave com hortelã

suave adocicado gosto da manhã

varandas laterias encharcadas de sol

ali volta e meia pairava um rouxinol

também pousavam todos os tipos de amores

e lá deixavam suas dores

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2 comentários

  1. neste eterno amanhecer que é tua poesia construo com meus olhos e galhos de árvores uma pequena casa que possa ser refúgio para os pássaros que voam em busca do sol, da liberdade, da vida e do amor. e em cada manhã, encharcado de sonhos, desperto para o dia com gosto suave de hortelã e céu azul riscado de nuvens para além do horizonte que nos aproxima. (não sei mais o que escrever…apenas me pergunto onde eu estava que não lia teus textos antes.) o meu abraço e afeto imenso dentro das palavras que viajam e descansam na madrugada fria do sul em uma casinha repleta de sensibilidade.

    Curtido por 1 pessoa

    • Me encanta poder dividir o sabor suave de hortelã com alguém tão especial como você! Só tenho a agradecer aos seus olhos atentos à poesia da vida. Obrigada por cultivar meus textos nas madrugadas frias do sul com o seu olhar de dentro dessa casinha tão sensível. Abraço afetuoso.

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