O pássaro sempre voa

Tempo escorregadio
liquefaz por entre os dedos
Escapando
Coração arredio
Galopando
tenta escalar areias deslizantes
Em vão
Tempo escoa
ecoa moribundo
Veste um casaco qualquer puído
Tempo
Tempo perdido
Pegue o vestido florido!
O dia
O dia
O dia
Está tão lindo
O sol nasceu lá no céu
por Deus pintado a pincel
A chuva ainda não caiu
Saia
A-go-ra
Não me ignora
Olhe a hora
A-go-ra
Tempo surdo
Moribundo
Você não me viu?
não sabe aproveitar o momento
Prefere vasculhar lá dentro
Algo que lhe contente
Tempo
Você é tão displicente…
O pássaro sempre voa

8 comentários

  1. Se não me engano, você mora em Belo Horizonte, não é Renata? Leio seus versos, sempre aos domingos pela manhã, quando tiro um pouco de tempo para a arte do bem viver… entre elas está: ler… leio outros poetas, que se não me engano são de Beagá… Já pensei em propor um encontro, sei lá, poderia ser na Praça da Liberdade, do Papa, entre alguns poetas que leio nos blogs e que são de Belo Horizonte e arredores…. simplesmente para conversarmos, nos conhecermos pessoalmente… inspirar-nos… Será que haveria adesão?

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