desloque do teu Falo

Quando falo, se calo, desloque do teu Falo. Quando calo, se falo, mire meus olhos. Quando olho, se vejo, há um Universo de dúvidas sobre mim em ti. E é melhor que seja assim porque nem eu me sei. Quando emerjo, se afundo é para ver as estrelas ausentes no teu mar imenso de incertezas. Quando me despeço, se canso, despedaças junto comigo. Quando Luz, se anoiteço, amanheço no berço mãe, colo Sagrado. E me levo nele embalada ao som que Sereia sabe cantar. Porque sou imersa, imensa Natureza. E quando mar, se rio, se ainda rio, é pra transbordar a Vida que me habita lá no fundo e fluir, ir, fluir. Quando fecho a porta, se decido, jogo as chaves na nascente e peço que a correnteza leve em seu leito pra bem longe. E sobrevivo porque me sou como chuva quente sobre a Terra, lavando, amando, limpando a Alma. Êh Bahia, deu saudade cá dentro.

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