Rabeira do tempo

na rabeira do tempo voo ao meu destino e
nesse desatino busco junto aos vãos passageiros caminhantes,
sinto o cheiro da música de entrada, porta aberta, escancarada, convidando à bailar
seria uma valsa?
dispersa,
desperso submersa noutro Universo
Incognicível
minha escrita caminha noutros mundos
subterrâneos e sutis
espaço-tempo dentro de mim-
entre ele me encontro, ou não
é estranho porque me sinto Só
naufragando às vezes
flutuando às vezes
e nos revezes, deveras sinto a solidão bater,
mas é passageira como eu
como o tempo
a Estrada
e o momento
que meus olhos capta em fragmentos
nessa derradeira história
cacos de memórias
cacos de palavras

5 comentários

  1. Somos fragmentos de nós mesmos e nem sempre conseguimos juntar as partes que se completam. Quase sempre sou náufrago dos meus sonhos e sequer flutuo na realidade. O tempo é o meu tempo de passagem e nele meus olhos descansam. Teus textos são magníficos e profundos, gosto demais de ler cada um. Muito obrigado. O meu abraço, enquanto a tarde escorre entre o meu caminhar e a vontade imensa de olhar o tempo passar dentro de uma xícara de café.

    Curtido por 2 pessoas

    • Talvez seja isso impossível: juntar nossos vários eus pequenininhos e fragmentados. O ideal é sabermos entender cada um deles né? Sempre por aqui a salvar meus textos de naufragarem sozinhos… Grande abraço meu amigo e saboreie essa xícara de café!

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